Na sala ao lado

A janela em prantos -
mas não chove, não:
raios de luz, daquilo de que é feito o futuro,
refletem pelo chão convidativo, deslizam
tempo de dança, amor e peleja.
Se eu ouvir forte o suficiente, vejo que o fraco em mim padece de um chiado ao fundo, que apaga as marcas do tempo e transforma o movimento dos corpos em som, luz em tempo e carne em fogo. Ouço que o fundo é feito de gente sussurrando poesia.

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